Contra o São Paulo, Bahia tem saída de bola “quebrada” e evidencia erros a corrigir

No futebol, corrigir problemas quando o time consegue bons resultados é sempre melhor. Se a vitória não vem, o técnico é pressionado, o clima fica ruim, questões que extrapolam os limites do campo ganham um peso maior. O Bahia é um time com pontos que precisam de reparos. Alguns ficaram explícitos no empate em 1 a 1 com o São Paulo, na noite de quinta-feira, no Morumbi. Invicto na Série A, o time baiano tem o privilégio de contar com um bom início de competição para trabalhar com relativa tranquilidade.

O Bahia entrou em campo com mudanças nas laterais na quinta-feira. João Pedro e Zeca substituíram Nino e Juninho Capixaba, respectivamente. As substituições, de início, pareceram mais por questões físicas, uma vez que o Tricolor vem de jogos a cada três dias desde julho, quando a Copa do Nordeste e o Campeonato Baiano voltaram a ser disputados.

Assim, Roger Machado escalou o Bahia com Douglas Friedrich; João Pedro, Ernando, Juninho e Zeca; Ronaldo, Gregore, Rodriguinho, Élber e Rossi; Gilberto. A formação evidenciou o primeiro desafio que o treinador precisará superar. Com o desfalque de Flávio, que recebeu proposta da Turquia, o time perde qualidade na saída de bola, já que Ronaldo e Gregore não possuem o passe como principal característica. Quando a defesa foi pressionada pelo São Paulo, a equipe baiana ficou encurralada, sem um atleta capaz de encontrar espaços para manter a posse de bola.

Como dito, o Bahia sofreu para chegar ao meio-campo com a bola dominada. Mas, quando conseguiu romper a pressão do São Paulo, produziu com base na qualidade de Rodriguinho. O meia foi bastante participativo e, quando teve a bola, fez o jogo “correr”. Ele foi responsável por deixar Rossi na cara de Tiago Volpi para abrir o placar no Morumbi.

Antes da assistência, Rodriguinho havia demonstrado presença de área. O camisa 10 tricolor sofreu um pênalti, desperdiçado por Gilberto. No entanto, o meia é também motivo de outra questão a ser resolvida por Roger Machado, uma vez que dificilmente consegue render além da metade do segundo tempo. A cena se repetiu nesta quinta-feira. Já sem se movimentar como na primeira etapa, ele deixou o campo substituído por Daniel.

Com a vantagem no placar, mais um problema apareceu. Assim como diante do Bragantino, o Bahia recuou até sofrer o empate. A aposta no contragolpe é válida, assim o time conseguiu bons resultados na última temporada. Porém, ela é perigosa e exige que se saiba o que fazer quando se tem a posse. O Tricolor, em muitos momentos, apenas se livrou da bola, ou seja, tentou segurar o resultado e abdicou de levar perigo ao adversário.

Com o gol do São Paulo, em nova falha de marcação em lance de bola parada, o Bahia voltou a tentar pressionar. Élber acertou a trave após cobrança de escanteio curta. O lance mostra que, com um pouco mais de ímpeto, a equipe poderia ter sido ofensiva por mais tempo, o que obrigaria o São Paulo a ter mais atenção com a defesa e poderia aliviar a pressão em cima da defesa baiana. *GE

Foto: Marcos Ribolli

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