Padre Pinto morre em Salvador

Foto: Arquivo/ TV Bahia

O padre José de Souza Pinto, mais conhecido como padre Pinto, de 72 anos, morreu na tarde desta quinta-feira (4), em Salvador. De acordo com a Arquidiocese da capital, o religioso estava internado no Hospital Jorge Valente, desde a quarta-feira (3). O padre era hipertenso e diabético, no entanto, não há detalhes da causa da morte dele. Atualmente, ele era vigário na Paróquia São Caetano da Divina Providência, no bairro de São Caetano, também em Salvador. Ainda não informações sobre o sepultamento dele. Bailarino de formação clássica e artista plástico, padre Pinto ficou famoso em 2006, ao rezar uma missa vestido de índio e com roupas do candomblé, na Igreja da Lapinha, na capital baiana. O caso ocorreu durante a celebração da Festa dos Reis, quando o religioso celebrou a missa maquiado, com trajes de índio guerreiro e de Oxum, orixá das águas doces. O episódio provocou o afastamento do pároco da Igreja da Lapinha, que ele comandava havia 32 anos. Outra atitude do padre que causou polêmica foi ter dado um beijinho no músico Caetano Veloso durante o Festival de Verão de Salvador, em fevereiro do mesmo ano. Em entrevista ao G1, em 2007, padre Pinto disse que os atos em 2006 foram uma representação artística. “Foi um período turbulento. Houve uma série de mal-entendidos. Nunca tive o pensamento de transgredir normas, nem de desrespeitar alguém. Foi um trabalho de ‘inculturação’, como chamamos na igreja, que é a parte da contemplação da cultura dos povos. Foi algo que sempre estudei e procurei colocar em prática”, explicou. Em entrevista ao G1, em 2007, padre Pinto disse que os atos em 2006 foram uma representação artística. “Foi um período turbulento. Houve uma série de mal-entendidos. Nunca tive o pensamento de transgredir normas, nem de desrespeitar alguém. Foi um trabalho de ‘inculturação’, como chamamos na igreja, que é a parte da contemplação da cultura dos povos. Foi algo que sempre estudei e procurei colocar em prática”, explicou. Por meio de nota enviada pela Arquidiocese de Salvador, o Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, lamentou a morte do religioso e disse que “cumprimenta os familiares do Padre Pinto e reza pelo sacerdote que dedicou vários anos de sua vida aos trabalhos pastorais nesta Arquidiocese, especialmente na Lapinha, onde revitalizou a Festa de Reis”. Por meio de nota enviada pela Arquidiocese de Salvador, o Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, lamentou a morte do religioso e disse que “cumprimenta os familiares do Padre Pinto e reza pelo sacerdote que dedicou vários anos de sua vida aos trabalhos pastorais nesta Arquidiocese, especialmente na Lapinha, onde revitalizou a Festa de Reis”. (G1/Ba)

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