Tempo seco e poluição do ar aumentam os riscos de doenças respiratórias

Imagem de Drazen Zigic no Freepik

Tempo seco e poluição do ar aumentam os riscos de doenças respiratórias
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InCor alerta para os riscos de infecções respiratórias com aumento da circulação de vírus
 

O outono, com suas características climáticas específicas, aumenta a incidência de várias doenças respiratórias. A conscientização e adoção de medidas preventivas são essenciais para proteger a saúde durante essa estação. “A prevenção é a chave para minimizar os impactos das infecções respiratórias no outono”, reforça o Prof. Carlos Carvalho, pneumologista do InCor HCFMUSP. Manter-se informado e atento aos sintomas pode fazer toda a diferença na qualidade de vida durante esse período.
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A combinação de tempo seco e poluição do ar aumenta significativamente os casos de doenças respiratórias. “As infecções respiratórias mais comuns nessa época do ano são causadas por vírus como o rinovírus, adenovírus e metapneumovírus, causadores dos resfriados comuns e, com maior gravidade, a influenza e o coronavírus”, explica o pneumologista. Além disso, a variação de temperatura, a queda da umidade do ar e a poluição agravam essas condições, levando a um aumento de crises de asma, bronquite, bronquiolite, sinusite, rinite, e até pneumonia.
 

Principais Doenças Respiratórias do Outono
 

Gripe e Resfriado – A gripe, causada pelo vírus influenza, pode ter sintomas mais severos que o resfriado, como febre alta, dor de cabeça, dores musculares e tosse intensa. O resfriado comum, geralmente menos grave, é causado por uma variedade de vírus, sendo o rinovírus o mais frequente. Sintomas típicos incluem coriza, dor de garganta e tosse.
 

Asma e Bronquite – Crises de asma e bronquite crônica tendem a aumentar devido ao tempo seco e à maior concentração de poluentes. “O aumento da concentração de poeira e poluentes no ar, devido ao tempo seco dessa época, provoca o ressecamento das mucosas das vias aéreas respiratórias e leva às crises de rinite, sinusite, faringite e asma”, explica o Prof. Carvalho.
 

Sinusite e Rinite – A sinusite, inflamação dos seios da face, e a rinite, inflamação das mucosas nasais, são exacerbadas pela poluição e ar seco, resultando em sintomas como congestão nasal, dor facial, e coriza. “Pacientes com rinite alérgica sofrem particularmente nessa época, com crises frequentes de espirros e coceira no nariz”, esclarece o médico.
 

Coqueluche – Com novos registros de casos, a prefeitura de São Paulo alerta a população para casos de coqueluche, uma doença respiratória infecciosa causada pela bactéria bordetella pertussis, que afeta principalmente crianças e bebês. Não está erradicada, por isso é importante manter a vacinação em dia.
 

Bronquiolite e Pneumonia – Bronquiolite, comum em crianças pequenas, é uma infecção viral que causa inflamação nas menores passagens aéreas dos pulmões. A pneumonia, uma infecção que inflama alvéolos em um ou ambos os pulmões, pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos, e é potencialmente grave, necessitando de atenção médica imediata.

Medidas Preventivas
 

Para minimizar os riscos e complicações das doenças respiratórias no outono, algumas precauções são recomendadas:
 

Vacinação: Manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe, é fundamental. A vacina ajuda a prevenir a influenza, coronavírus e suas complicações.
 

Hidratação: Beber bastante água para manter as mucosas hidratadas e funcionais.
 

Ambientes úmidos: Usar umidificadores de ar ou colocar bacias com água nos cômodos, essa atitude ajuda a aumentar a umidade do ar em dias com umidade menor que 20%.
 

Higiene: Lavar as mãos frequentemente e evitar tocar o rosto, especialmente olhos, nariz e boca.
 

Evitar poluentes: Reduzir a exposição a poluentes, mantendo ambientes limpos e evitando atividades ao ar livre em dias de alta poluição.
 

Consultas médicas: Procurar atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas graves, especialmente em casos de gripe forte, crises de asma, ou suspeita de pneumonia.

Marise Vieira / Caroline Roque

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