Taxista relata ‘sequestro-relâmpago’ em Salvador

Um taxista foi vítima de um “sequestro-relâmpago” após ser abordado no bairro da Barra, em Salvador, e ser obrigado a fazer compras e saques para os criminosos, que ultrapassaram a casa dos R$ 3 mil. A informação é da Associação Geral dos Taxistas (AGT), que relatou que a vítima ficou cerca de seis horas em poder dos criminosos.

O crime teve início na região do Porto da Barra, na tarde de sábado (29). Segundo Denis Paim, presidente da entidade que representa os taxistas, o motorista foi deixado no bairro da Caixa D’água, próximo ao Hospital Ana Nery.

Em áudios enviados a Denis, logo após o crime, o taxista relatou os momentos de tensão e as ameaças constantes que foram feitas pelos suspeitos. Segundo relatos da vítima, dois homens e uma mulher foram os responsáveis pelo sequestro.

“Me pegaram na fila de táxi do Porto da Barra. Me levaram para a BR-324, compraram R$ 1200 no mercado em Pirajá. Depois a gente desceu, botou R$ 200 de álcool no posto de gasolina e sacou R$ 900 na boca do caixa eletrônico”, comentou o taxista.

A vítima disse também que, no momento em que foi obrigada a entrar em uma agência para fazer o saque, um dos suspeitos ordenou que a comparsa atirasse para matar caso ele tentasse fugir.

“Me obrigaram a ir com a comparsa sacar o dinheiro. Disseram que se eu reagisse, ela estava armada. Me mostrou a arma e disse era para me matar dentro do banco se eu corresse. E que iria arrastar o carro e tocar fogo. A mulher é violenta, o tempo todo na pressão psicológica”, disse o homem.

O taxista relatou ainda que foi feita uma compra de R$ 53 em um mercado e outro saque, no valor de R$ 1.200, em um caixa eletrônico. Após deixarem o motorista na Caixa D’Água, os suspeitos abandonaram o veículo na região do Campo Grande.

Denis Paim acrescentou que o mesmo trio já fez outros taxistas reféns em Salvador. Segundo dados da AGT, somente no mês de janeiro, oito motoristas foram vítimas de crime desta natureza na capital baiana.

O presidente da AGT disse que a ocorrência foi registrada na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos e comunicado também à Polícia Militar.

A PM, contudo, informou que não foi encontrou registro de equipe acionada para atender o caso e a Polícia Civil disse que não localizou o registro do fato nas unidades. *g1

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