Homem é preso e fábrica clandestina de fogos é fechada em Santo Antônio de Jesus

Foto: Divulgação

Uma ação da polícia flagrou quatro fábricas clandestinas em propriedades no município de Santo Antônio de Jesus. Um homem foi preso e pólvora e outros materiais para fabricação dos fogos foram apreendidos.

A ação aconteceu nessa quinta-feira (13). Segundo a Polícia Civil, durante as fiscalizações, foram apreendidos 120 quilos de pólvora a granel, 370 quilos de nitrato de potássio e 18 metros cúbicos de fogos clandestinos.

O suspeito preso na ação de quinta-feira (13) havia arrendado o espaço para a produção clandestina dos artefatos explosivos. Todo o material fabricado seria comercializado de forma irregular em feiras.

Ele foi encaminhado para a Delegacia Territorial de Santo Antônio de Jesus, onde foi pego em flagrante por posse, armazenamento e fabricação de artefato explosivo e incendiário, cuja pena varia de três a seis anos de reclusão. Todo o material foi periciado e, pelo risco de explosão, será destruído.

A apreensão é resultado do trabalho integrado pela CFPC, por meio da Operação em Chamas, a convite do Ministério Público do Trabalho (MPT), que é responsável pelo cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, acerca da fiscalização sistemática da produção clandestina de fogos de artifício em Santo Antônio de Jesus e região.

A sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos é oriunda da explosão de uma fábrica de fogos, ocorrida em Santo Antônio de Jesus, em dezembro de 1998, que deixou 64 pessoas mortas.

A operação interagências também realizou fiscalização nos municípios de Sapeaçu, Cruz das Almas, Feira de Santana e Serrinha. Nesta última cidade, uma feira de fogos foi interditada por não atender aos critérios mínimos necessários para armazenar e comercializar os produtos.

Parte dos materiais apreendidos pela CFPC nas feiras de fogos tem indícios de origem de produção irregular e clandestina. Estabelecimentos comerciais foram advertidos e multados pelo CFPC, além de outras sanções aplicadas pelos outros órgãos participantes da fiscalização.

Fonte: Jornal Correios

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