Vacina contra a gripe: Quem pode tomar?




Por Bem Estar

A campanha de vacinação contra a gripe iniciou nesta segunda-feira (23) em todo o país para pessoas com maior chance de reações graves à doença. Em idosos, por exemplo, a gripe é uma condição potencialmente séria que pode levar à insuficiência respiratória. Diferentemente do resfriado, a condição deflagrada pelo influenza tem febre alta e sintomas bem mais intensos.

Nas gestantes, para quem a vacina também está disponível gratuitamente, a vacina também protege contra reações graves deflagradas pelo influenza.

Quem toma a vacina, está protegido contra os tipos de influenza mais comuns que estão circulando naquele território e não contra qualquer forma de gripe ou condição respiratória. As linhagens e tipos de vírus são definidos anualmente pela Organização Mundial de Saúde; no hemisfério Sul, os micro-organismos que devem constar no imunizante são disponibilizados em setembro do ano anterior às campanhas.

O imunizante contra o influenza está disponível gratuitamente para alguns grupos na rede pública, mas ela pode ser tomada por todos que quiserem evitar a doença. Na rede privada, a vacina está sendo oferecida a um preço médio de R$ 130. A dose deve ser renovada anualmente.

Quem deve tomar a vacina?

Não há quase contraindicação para a vacina. Quem não tem alergia aos componentes do imunizante, pode se vacinar. Pessoas que fizeram transplante, pessoas com pressão alta, pessoas com diabetes e outras condições, devem e podem tomar o imunizante. Aqueles que passaram por cirurgia recente ou tomaram uma outra vacina, também podem se vacinar normalmente.

A infectologista e professora da Faculdade de Medicina da USP Marta Heloísa Lopes explica que, exceto uma alergia específica ao imunizante, ele pode ser administrado para todas as pessoas em todas as idades. “Todas as pessoas que não desenvolveram alergia à uma dose anterior da vacina, devem e podem tomar o imunizante”, diz a especialista.

Rede Pública

Na rede pública, a vacina está disponível somente para pessoas em situação de maior vulnerabilidade. São elas:

  • Crianças de 6 meses a 5 anos de idade;
  • Gestantes; puérperas, isto é, mães que deram à luz há menos de 45 dias;
  • Idosos;
  • Profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas e pessoas privadas de liberdade.
  • Portadores de doenças crônicas (HIV, por exemplo) que fazem acompanhamento pelo SUS também têm direito á vacinação gratuita; aqueles que não têm cadastro, devem apresentar prescrição médica para acesso ao imunizante.

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