Relembrando a única final Argentina da Copa Libertadores

No dia 30 de janeiro será revelado o campeão da Copa Libertadores 2020. O Maracanã, no Rio de Janeiro, sediará a final e, do jeito que as coisas estão, é uma batalha entre Argentina e Brasil, com as duas nações tendo dois representantes cada nas semifinais – o que significa que podemos ver uma final totalmente brasileira ou somente argentina mais uma vez. Mas antes de fazer suas previsões e aposta online na Betfair Desportos, vamos dar uma olhada naquela final memorável entre Boca Juniors e River Plate em 2018.

A partida que fez história

Esta final será lembrada por muitos motivos. 2018 marcou o último ano em que a final foi disputada em seu formato anterior de ida e volta, e também marcou a primeira final totalmente argentina, com duas equipes da mesma cidade – Buenos Aires – se enfrentando.

Normalmente as partidas eram disputadas em casa e fora, mas as preocupações com a segurança fizeram com que a segunda partida fosse transferida de Buenos Aires em um campo neutro, e foi disputada no Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid na Espanha. Isso marcou a primeira vez que a segunda partida da final da Copa Libertadores fosse realizada fora da América do Sul, e a primeira final realizada fora das Américas.

Houve uma grande preocupação antes do início da primeira partida no estádio de La Bombonera, do Boca, com a partida adiada devido a um campo encharcado – e em vez disso, remarcada para o dia seguinte. O jogo seguiu em frente e foi muito disputado e, com terminou com o placar empatado em 2 a 2, onde ainda tudo estava em jogo. Em ambas as ocasiões, os donos da casa tinham saído na frente, mas um gol contra de Carlos Izquierdoz logo após os 15 do segundo tempo igualou as coisas indo para a segunda partida.

Uma mudança de local

O River Plate deveria mandar a segunda partida em seu estádio, o Estádio Monumental Antônio Nuñez, mas o ônibus do time do Boca Juniors foi atacado no caminho e, portanto, a segunda partida foi adiada e posteriormente remarcada. Dadas as preocupações que surgiram, a CONMEBOL não teve outra opção a não ser jogar a final fora da Argentina, e Madri foi o local escolhido. Os ingressos foram distribuídos igualmente aos dois clubes, bem como aos detentores de ingressos para a temporada do Real Madrid e a argentinos que moram e trabalham na Espanha.

A segunda partida começou igual à primeira – com os Xeneizes liderando o placar por meio de Darío Benedetto, logo com o River Plate lutando e igualando o placar. A partida foi para a prorrogação, já que os dois não puderam ser separados depois de 90 minutos e é aqui que as coisas degringolaram para o Boca.

Primeiro, Wilmar Barrios foi expulso, antes de Juan Quintero colocar o River Plate na frente, e o Boca foi então reduzido a nove homens, após uma lesão de Fernando Gago. Poderia ter sido tido um desfecho diferente para o Boca se Leonardo Jara tivesse encontrado o fundo da rede nos final do jogo, ao invés da trave. Mas com a vantagem de dois jogadores, o River Plate contra-atacou e marcou o terceiro gol na noite para fechar a final, sobre o amargo rival.

Isso marcou o quarto título da Copa Libertadores do River Plate, e foi a quinta vez que o Boca foi vice-campeão.

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