Rafaela Silva perde para japonesa em “final antecipada”, mas bate francesa e é bronze no Mundial

Foto: Roberto Castro

A semifinal do terceiro dia de disputas do Mundial de Judô trouxe a luta mais esperada da categoria -57kg. De um lado, a brasileira Rafaela Silva, atual campeã olímpica. Do outro, a japonesa Tsukasa Yoshida, que levou o título mundial em Baku 2018. Na “final antecipada”, uma verdadeira batalha que terminou com o triunfo da atleta da casa. Em seguida, Rafa teve a chance de lutar pelo bronze contra a francesa Sarah Leonie Cysique e não decepcionou, confirmando seu favoritismo sobre a jovem de 21 anos e garantindo o pódio em Tóquio.

– Eu entrei aqui muito focada, queria muito ganhar o Mundial (chora). Infelizmente não consegui ganhar, mas fiquei feliz com minha competição. Para um atleta independe a cor, se é prata, bronze, ouro. Na minha categoria tem muitos atletas. Estar no bolo e entre as melhores da minha categoria me motiva muito para a Olimpíada – disse emocionada.

Visivelmente cansada por conta da entrega física que a semifinal contra a atual líder do ranking mundial exigiu, Rafa resistiu nos segundos iniciais da disputa do bronze. E a francesa adotou a mesma técnica da japonesa na luta anterior, de neutralizar a brasileira com a pegada na manga esquerda, que é canhota.

Guerreira, Rafaela conseguiu ainda assim construir um waza-ari. Uma segunda punição (shido) só deu mais emoção para os segundos finais. A campeã olímpica, no entanto, controlou a situação e ficou com o bronze. Quando a luta finalizou, ela comemorou e foi às lágrimas. O ouro ficou com Christa Deguchi, japonesa naturalizada canadense, que derrotou a nipônica Yoshida. Trata-se da terceira medalha individual de Rafaela Silva em Mundiais. Ela ganhou a prata em Paris 2011, o ouro no Rio 2013 e agora o bronze em Tóquio 2019. Além disso, a judoca do Brasil levou a prata na disputa por equipes feminina no Rio 2013 e por equipes mistas em Budapeste 2017. A campeã olímpica da Rio 2016 está em quarto lugar no ranking mundial e buscando a vaga olímpica para os Jogos de Tóquio em 2020, que serão disputados na arena Nippon Budokan, palco do atual Mundial e também da Olimpíada de 1964, para a qual foi construída. (Globo Esporte)

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