Público mais velho dá novo impulso ao consumo de tecnologia


A tendência já se manifestava há algum tempo e foi capturada numa pesquisa realizada pela AARP, a associação dos aposentados norte-americanos, que reúne quase 40 milhões de pessoas: os adultos maduros e idosos compõem uma parcela que vem aderindo à tecnologia significativamente. O isolamento forçado provocado pela pandemia acabou dando uma forcinha à tendência, que só tende a se expandir. Os consumidores acima dos 50 anos são aqueles que dispõem de mais renda e mesmo os que eram avessos à tecnologia estão se rendendo às facilidades dos serviços on-line.

Os consumidores acima dos 50 anos: mesmo os que eram avessos à tecnologia estão se rendendo às facilidades dos serviços on-line — Foto: Wikimedia Commons

A revista Forbes publicou reportagem, no meio do mês passado, sobre o movimento de startups que enxergam o potencial do mercado. Analistas estimam que, nos Estados Unidos, 83% da riqueza esteja nas mãos desse grupo. A telemedicina é um dos segmentos que recebeu sinal verde para crescer durante a pandemia. As consultas virtuais se incorporaram ao dia a dia de médicos e psicólogos e a consultoria McKinsey prevê um crescimento de 76% do setor. Os dispositivos de emergência, quando acionados – por exemplo, no caso de uma queda – enviam um sinal para uma central de controle ou um SMS para o celular de um grupo de pessoas. Quando foi lançado, o produto era um objeto pouco elegante que ficava pendurado no pescoço. Hoje há versões mais descoladas de pulseiras com um botão, mas quem souber investir no design conquistará clientes que não querem ser percebidos como vulneráveis. Em abril, a empresa norte-americana Verizon deu um passo adiante e lançou um relógio inteligente para idosos (care smart watch).

No entanto, quem passou dos 60 não está interessado apenas em artigos relacionados à saúde, mas também em soluções de transporte, moradia compartilhada, investimentos e inclusive relacionamento. O site “The gerontechnologist” mostra que, para cada demanda do público sênior, há um leque de serviços a serem oferecidos. Quando se pensa em mobilidade, os desdobramentos vão de fisioterapia e reabilitação a produtos de suporte e monitoramento para prevenir quedas. Na área das conexões sociais, para estimular a comunicação, vamos do treinamento cognitivo aos robôs, passando por aparelhos de surdez de última geração. Quando se trata da manutenção da independência, itens de todo tipo desempenham um papel importante para garantir que o idoso se sinta seguro para realizar tarefas e cumprir seus compromissos sem o auxílio de terceiros. *Bem Estar

Foto: Wikimedia Commons

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