Presos por receptação de equipamentos eletrônicos furtados da SSP-BA têm prisão preventiva decretada

Os dois homens que foram presos em flagrante, suspeitos de receptarem equipamentos eletrônicos furtados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça. A informação foi confirmada pela SSP-BA, na manhã desta segunda-feira (22).

Em três meses, o esquema subtraiu da secretaria 159 monitores e 43 computadores que estavam guardados no almoxarifado da Superintendência de Telecomunicações (Stelecom).

Conforme o órgão, a conversão de prisão em flagrante em preventiva ocorreu após solicitação do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) da Polícia Civil.

Ainda segundo a SSP-BA, um dos suspeitos ajudava no deslocamento das peças, enquanto o outro adquiria os produtos para revenda em sites. Ambos sabiam que o esquema era ilegal.

Um servidor da secretaria é o principal suspeito de realizar os furtos. Ele já foi ouvido e, além do âmbito criminal, vai responder administrativamente. De acordo com a SSP-BA, a Justiça não deferiu a prisão dele. Com isso, ele responderá o processo em liberdade.

Servidor suspeito

Conforme duas portarias divulgadas no Diário Oficial do Estado (DOE), o servidor foi contratado pelo Regime Especial de Direito Administrativo (REDA) e teria furtado os equipamentos entre 23 de março e 3 de junho deste ano. Além disso, ele repassava equipamentos para outras pessoas, responsáveis por vender os computadores e monitores.

As portarias apontam ainda que a situação só foi descoberta no dia 5 de junho, por um Coordenador Técnico da Coordenação de Sistemas da Stelecom. A SSP-BA explicou que existe um depósito no almoxarifado, onde são guardados computadores novos para reposição, além de outros quebrados. Os equipamentos eram levados aos poucos e, por causa do grande volume desse material, demoraram para descobrir o roubo.

Não há detalhes sobre o prejuízo dos roubos. Ainda segundo as portarias, uma sindicância formada pelo Tenente-Coronel da Polícia Militar Alineton Ameno, pelo delegado Antônio Boaventura Gonçalves Filho e pelo Capitão PM Rogério Silva Ferreira, tem 60 dias para apurar as circunstâncias do extravio. Além disso, também foi aberto um inquérito na Polícia Civil. *G1

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