Pioneiro na luta pelos direitos civis, John Lewis morre aos 80 anos nos EUA

Foto: Mark Wilson/Getty Images North America/AFP

John Lewis, um dos pioneiros do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos e um dos últimos ativistas negros da época de Martin Luther King, morreu nesta sexta-feira (17). O anúncio da morte feito pela presidente da Câmara americana, Nancy Pelosi, início da madrugada deste sábado (18).

Lewis, um congressista de Atlanta que anunciou em dezembro que tinha um câncer no pâncreas, tinha 80 anos.

“Hoje, os Estados Unidos choram a perda de um dos maiores heróis de sua história. John Lewis era um titã do movimento pelos direitos civis, cuja bondade, fé e bravura transformaram nossa nação, desde a determinação com que ele encontrou discriminação nos balcões de almoço, até a coragem que ele demonstrou quando jovem, enfrentando a violência. Ele trouxe liderança moral ao Congresso por mais de 30 anos”, afirmou Pelosi em comunicado.
“No Congresso, John Lewis era reverenciado e amado nos dois lados do corredor e nos dois lados do Capitólio. Ficamos com o coração partido por sua morte”, acrescenta a nota.

Lewis continuou a luta pelos direitos civis até o fim de sua vida. Ele fez sua última aparição pública em junho, quando protestos pela justiça racial aconteceram nos EUA e o mundo, após a morte do ex-segurança George Floyd em Minneapolis.

Usando uma bengala, ele caminhou com o prefeito Muriel Bowser, em Washington, DC, em uma rua da Casa Branca que Bowser havia acabado de renomear Black Lives Matter Plaza, que tinha acabado de ser decorada com um grande mural amarelo onde se leu “Black Lives Matter”.

Lewis foi um dos mais jovens integrantes dos “Passageiros da Liberdade”, que lutaram contra a segregação racial no sistema de transporte público dos EUA no início dos anos 1960, e se tornou uma das vozes mais poderosas da defesa da justiça e da igualdade.

Políticos lamentam a perda do ativista

“John Lewis foi um ícone que lutou com todas as suas forças para promover a causa dos direitos civis para todos os americanos”, publicou em rede social o senador Kamala Harris, o primeiro afro-americano a representar a Califórnia no Senado. “Estou arrasado por sua família, amigos, funcionários e todos aqueles cujas vidas ele tocou”.

A senadora norte-americana Elizabeth Warren escreveu no Twitter: “John Lewis era um verdadeiro herói americano e a bússola moral de nossa nação. Que sua coragem e convicção permaneçam em todos nós”.

“Nossa consciência, ele era um fanático por essa era moderna. Lutou sempre”, disse Stacey Abrams, ativista democrata e fundadora do Fair Fight, um grupo de direitos de voto no estado natal de Lewis, na Geórgia. “E nunca ele relutou em compartilhar sua beleza. Eu o amava e sentirei sua falta”. (G1)

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