Para Maia, país caminha ‘de forma muito rápida para colapso social’ no governo Bolsonaro

Poder360

Embora tenha resolvido seus conflitos com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) publicamente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda é um crítico do governo. Para ele, a equipe no Palácio do Planalto não possui uma agenda para o país, mesmo que o mandato tenha começado há mais de cinco meses.

 

Dessa forma, o democrata avalia que o país caminha para um status de colapso social. “Para onde a gente está indo não é bom. A gente precisa que cada um, com sua atribuição, colabore, principalmente Executivo e Legislativo, para construir pautas além da Previdência, para que a gente possa cuidar desses brasileiros que estão cada vez mais em uma situação que eu tenho chamado de colapso social. Estamos caminhando de forma muito rápida para esse colapso social”, declarou o deputado federal ao jornal O Globo, na noite desse domingo (2).

 

Questionado sobre a sua posição nesse cenário, Maia disse que mantém uma relação de diálogo com Bolsonaro, mas não descartou a possibilidade de viver um relacionamento de “idas e vindas” com o chefe do Executivo, como questionado pela publicação.

 

Ele esclarece que o pacto entre os três poderes, que foi anunciado pelo governo federal, na verdade se trata de “uma informação mal colocada”. Na última terça (28), Maia e Bolsonaro se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Ao fim da reunião, o Palácio do Planalto divulgou que os quatro iriam assinar um pacto a favor de pautas como a reforma da Previdência, mas Maia nega.

 

“O ministro Toffoli fez uma proposta de um pacto, não me lembro dos termos exatos, mas era mais de princípios, o governo veio com uma contraproposta mais política, mais ideológica, nós vamos estudar porque eu não posso assinar algo que eu não tenha apoio majoritário. Acho que a assinatura de um pacto de princípios entre os três poderes pode ser uma coisa interessante”, defende. Ele acrescenta que foi seu correligionário, o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni (DEM-MS) quem divulgou a informação, sem que antes houve “uma construção política amarrada”. De acordo com Maia, “ele entregou um documento, ninguém leu” e ficou a impressão de que eles assinaram um pacto em cima daquele texto.

 

No Judiciário, a ideia também não foi bem recebida. A Associação dos Juízes Federais (Ajufe), por exemplo, criticou o envolvimento da Corte. Para a entidade, não cabe ao STF assumir compromissos em prol da reforma da Previdência. *BN

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