Maioria dos planos de governo de candidatos à presidência não tratam de ferrovias

Nem parece que o país enfrentou no período pré-eleitoral crise de abastecimento com o movimento dos caminhoneiros e discutiu a redução da dependência do transporte rodoviário para o escoamento de carga.

O sistema ferroviário, apontado como alternativa ao tráfego de caminhões e que entrou em debate após a mobilização dos caminhoneiros que fez com que o país enfrentasse uma crise de abastecimento, não está presente na maioria dos planos de governo dos candidatos à Presidência da República apresentadas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Conforme a Folha de S. Paulo, dos 13 candidatos ao Palácio do Planalto, quatro não tratam do tema: Alvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Vera Lúcia (PSTU). Os três primeiros falam apenas em melhorar logística, transportes ou infraestrutura.

Entre os outros nove candidatos, as associações do setor apontam a deficiência das propostas, apresentadas em alguns casos de forma genérica e vistas como superficiais ou irreais. São os casos das propostas de recriação da extinta Rede Ferroviária Federal, de João Goulart Filho (PPL), e a de levar o país a 150 mil quilômetros de trilhos, integrante do “Plano de Nação para a Colônia Brasileira” de Cabo Daciolo (Patriota).

Em relação aos candidatos que têm aparecido com maior intenção de voto nas pesquisas eleitorais, Jair Bolsonaro (PSL) diz que é preciso integrar modais de transporte. Enquanto Fernando Haddad (PT), cujo plano foi entregue quando o candidato do Partido dos Trabalhadores ainda era o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirma que o crescimento econômico exigirá investimentos em transporte de cargas e passageiros.

Ciro Gomes (PDT) também cita o transporte de passageiros, além do de cargas. Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que vai priorizar investimentos em infraestrutura em parceria com a iniciativa privada para aumentar a competitividade. Marina Silva (Rede) por sua vez aborda o tema ao propor a renegociação de contratos da malha ferroviária, o que permitiria o aumento de investimentos.

Ainda de acordo com a Folha, entre os problemas enfrentados pelo setor ferroviário estão concessões desatualizadas, falta de compartilhamento de trilhos, entraves de interconexão das ferrovias e o não uso de um terço da malha. A informação é do Bahia Notícias.

Foto: Reprodução / Rede GNI

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