Indicação Geográfica da farinha de Copioba é tema de encontro em Cruz das Almas

Para discutir a Indicação Geográfica (IG) da farinha de Copioba, foi realizada, nesta terça (19), na Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas (BA), a I Convocatória – ConCopioba. O evento, que integra o projeto Caminhos para Indicação Geográfica da Copioba, conta com o apoio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR).

A IG é usada para identificar a origem de produtos ou serviços, quando o local tenha se tornado conhecido ou quando determinada característica ou qualidade do produto ou serviço se deve à sua origem.

Na Bahia, a autêntica Copioba tem origem no Vale da Copioba, nos municípios de Nazaré, São Felipe e Maragogipe, no Recôncavo Baiano. Para validar o processo artesanal, que confere ao produto características sensoriais especiais, o Governo do Estado, por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pela CAR, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e Universidade Federal da Bahia (UFBA), está auxiliando agricultores familiares no processo IG da farinha.

O evento reuniu técnicos da CAR, da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), professores, representantes dos municípios do Vale da Copioba, Sebrae, Embrapa, Ufba, Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), para discutirem a delimitação do IG, a caracterização da farinha e a organização social dos produtores. A programação contou com painel temático sobre tradição, características e modo de produção, além de delimitação geográfica e organização para a IG.

Para o especialista em mandiocultura do Bahia Produtiva, André Lordelo, esse trabalho com a IG é importante pois fortalece a cadeia da mandiocultura, promovendo a organização social, a adequação do produto aos requisitos sanitários: “Objetivamos esse projeto como um diferencial nas ações do Bahia Produtiva para as entidades que fazem parte do Vale da Copioba. Estenderemos essas boas práticas para todas as agroindústrias que produzirão farinha nos seis territórios em que atuamos”.

Izaltiene Gomes, especialista em processo Tecnológico e Controle de Qualidade de Alimentos e Mandioca, na Bahiater, destacou que o encontro foi produtivo e contou com 104 participantes: “Foi mais um passo importante  dessa caminhada para tomada de decisões sobre o processo de Indicação Geográfica”.

A professora da UFBA Ryzia Cardoso destaca que o trabalho promove também a obtenção de um produto com características de qualidade conhecidas, agrega valor ao produto e torna possível alcançar novos mercados, além de reduzir o êxodo e aumentar o turismo rural. *SDR

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