Ibametro é destaque em relatório do Inmetro sobre acidentes de consumo

O Estado da Bahia ocupa o terceiro lugar no relatório do Sistema de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), divulgado recentemente pelo Inmetro, entre os estados com índice mais alto de acidente de consumo (10%), perdendo apenas para São Paulo (33%) e Rio de Janeiro 13%, respectivamente primeiro e segundo lugar no ranking. Um acidente de consumo ocorre quando um produto ou serviço é utilizado ou manuseado de acordo com as instruções de uso e, mesmo assim, provoca dano ao consumidor.

“O destaque da Bahia nesse relatório reflete o esforço constante da Rede de Consumo Seguro e Saúde da Bahia (RCSS-BA) em conscientizar as pessoas para registrar as ocorrências, possibilitando mapear esta realidade e monitorá-la, visando inclusive impacto sobre a fabricação de produtos mais seguros”, explica o diretor-geral do Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro) e presidente da Câmara Setorial de Avaliação da Conformidade da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade do Inmetro (RBMLQ-I), Randerson Leal.

O Ibametro, que é o órgão delegado do Inmetro na Bahia e autarquia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), é um membro-coordenador da RCSS-BA.

O Ibametro é autor do projeto de certificação compulsória das redes de proteção de janelas, que fez vítima fatal, em Salvador, na Bahia, no bairro do Horto Florestal, quando em 2017 um menino de 11 anos caiu da janela de um prédio de 20 andares. Randerson Leal encaminhou ao Inmetro solicitação oficial para que fossem feitos estudos técnicos visando a regulamentação metrológica para o produto.     

Para o coordenador da RCSS-BA, Gustavo Figueiredo, as ocorrências frequentes no Brasil reforçam a necessidade da certificação compulsória. “Sem nenhum tipo de norma regulatória, casos como esse podem se repetir”, alerta Figueiredo.

Relatório aponta fogão como produto vilão – De acordo com o relatório, 308 acidentes foram registrados no Sinmac, em 2018. O número é 75% superior à quantidade de registros de 2017. O fogão foi responsável pela maior parte dos casos registrados (15%), seguido por escada doméstica (11%), fósforo de segurança (9%), pneu (8%) e colchão (7%), que, juntos, levaram à metade dos registros.

“Esse mapeamento permite o conhecimento dos produtos causadores de acidentes, favorecendo que sejam tomadas as providências para mudar esta realidade. As estatísticas geram estudos e, consequentemente, propostas que serão levadas a setores do poder público com competência para implantar as mudanças necessárias e exigir a adequação do setor produtivo”, explica Leal.

Idades mais atingidas – Mais de 10% dos acidentes registrados no Sinmac afetaram consumidores entre 31 e 40 anos. Crianças de 0 a 3 anos foram vítimas em 7,14% dos casos e as de 4 a 14 anos sofreram 9,09% dos acidentes relatados.

Do total de registros, 23% demandaram atendimento médico e 17% geraram afastamento do trabalho. As lesões mais comuns foram corte (8%), queimadura (6%) e intoxicação química (4%), mas vale destacar que em 55% dos relatos não houve registro de lesão. As partes do corpo mais afetadas foram internas (relacionada às intoxicações), o dedo da mão e a mão (ambas associadas com a família de produtos “embalagem”. *Ibametro

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