Greve dos caminhoneiros e os impactos em serviços na Bahia

Por Joberth Melo

A paralisação dos caminhoneiros já está no sétimo dia e impactos já são observados em serviços. Como cerca de 70% das mercadorias são transportadas pelas rodovias, já se constata a falta de alimentos, combustíveis, gás de cozinha e gás oxigênio em hospitais na Bahia.

Em Salvador e Região Metropolitana já não se encontram uvas, bananas e batatas. As mercadorias estão presas nas rodovias estaduais e federais por causa do protesto. Com a falta, o valor da batata já aumentou em 833% em Simões Filho.

Em Salvador, fila de veículos em frente a postos foram observadas desde a quinta-feira (24). A quantidade de carros ocasionaram engarrafamentos em vários pontos da cidade.

A falta de combustível também levou a redução da frota de ônibus em Salvador. No fim de semana, a frota chega a 30%. Na Bahia, 95% dos postos estão sem combustíveis, segundo o sindicato dos postos de combustíveis.

Paralisação

Associações e o governo Federal fizeram um acordo na quinta-feira, mas a maioria dos caminhoneiros não apoiam os quesitos estabelecidos. Uma das maiores associações da categoria, a Associação Brasileira de Caminhoneiros, não concordou com o acordo. Entre os requisitos, que a Petrobras reduzirá em 10% o valor do diesel nas refinarias, sem reajuste por 15 dias.

Após o acordo não acabar com as paralisações em todos os estados, o presidente Michel Temer determinou que a Polícia Rodoviária intervenha na situação em conjunto com a Força Federal. Em caso de resistência, que ocorra prisão, e o caminhão seja retirado até pelos próprios policiais.

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