Golpes na internet aumentam durante pandemia; entenda

Em março foram mais de 20 milhões de acessos a links maliciosos.

Por Joberth Melo | Atualiza Bahia

Um acesso ao setor de vendas do Facebook e uma oferta irrecusável de um aparelho celular te faz clicar e comprar. Agora é só escolher o meio de pagamento: boleto ou cartão de crédito, parcelado em até 12 vezes, e esperar o produto chegar na residência.

Este é um procedimento normal para efetuar uma compra na internet, se não fosse um golpe. Um link falso, com logomarca e estrutura do site de uma das grande empresas de eletrodomésticos para ludibriar quem acessa, e que ao final terá um rombo em sua conta e ainda não receberá o produto comprado.

Esta é uma das formas que o golpe é aplicado. Aplicativos de mensagens ou o envio de um e-mail com o produto também são utilizados para tentar encaminhar o usuário ao link falso. Com a pandemia, os registros de vítimas têm aumentado. Segundo dado divulgado pela Veja, entre março e abril, o total de ataques virtuais em território nacional saiu de 14 000 para 105 000, uma elevação de 86,6%. Em março foram mais de 20 milhões de acessos a links maliciosos.

Ao ser surpreendido por algum e-mail ou banner sobre um produto com preço surpreendentemente barato, desconfie. Verifique no site de busca o valor médio do produto. Também visualize a barra de endereço para saber se o link condiz com o da empresa; se o site é seguro, uma vez que haverá transações financeiras; não divulgue seu telefone e nem senha de cartão. Outro ponto que pode ser visualizado é se o canal oficial de comunicação da empresa está funcionando.

Caso seja lesado, reúna provas da transação. Print do anúncio pode ser um método de comprovação no momento de registro de um boletim de ocorrência, na delegacia. Assim, facilitará as investigações.

Atualiza Bahia

Foto: reprodução

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