Fundado por Elsimar Coutinho, CEPARH ajuda famílias com atendimentos gratuitos

O médico Elsimar Metzker Coutinho, de 90 anos, que morreu nesta segunda-feira (13), após complicações da Covid-19, deixou um importante legado na área de planejamento familiar. O especialista idealizou e fundou o Centro de Pesquisa e Reprodução Humana (CEPARH), referência em reprodução humana, e que ficou de herança para os soteropolitanos.

“São várias especialidades, atendimentos com a população carente na área de planejamento familiar, realizando laqueaduras, vasectomias, atendimentos para colocações de DIU [dispositivo intrauterino], fornecimentos de métodos contraceptivos. Tudo isso de graça, ao longo de todos esses anos e fruto da concepção que ele tinha da importância do planejamento familiar, na estruturação da sociedade, na possibilidade de cada família planejar o seu futuro, o seu número de filhos e com isso conseguir obter mais êxitos na sua existência”, explicou o diretor médico do CEPAHR, Jorge Valente.

Além de atendimentos particulares e conveniados, o centro atende gratuitamente pessoas carentes que necessitam de assistência em planejamento familiar.

“O CEPARH é fruto de um sonho dele, de muitos anos atrás e sem ele não teria se concretizado” , disse o diretor médico.

O Centro de Pesquisas e Assistência em Reprodução Humana (CEPARH) foi fundado na Bahia em setembro de 1984, e fica no bairro da Federação. O objetivo do centro desde o início era assegurar continuidade aos programas de planejamento familiar que tinham se desenvolvido na Maternidade Climério de Oliveira, hospital escola da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), ao longo de mais de duas décadas. Elsimar Coutinho se formou em farmácia e medicina na Ufba antes de fundar o CEPARH. Ele também foi professor titular da instituição.

A criação do centro foi impulsionada pela ocorrência cada vez mais frequente de greves estudantis que se faziam contra o governo e que exigiam a interrupção das atividades de ensino, assistência e pesquisa conduzidas na Maternidade na condição de Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde (OMS). *G1

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