Em outubro, inflação na RM Salvador fica em 0,08%

por IBGE

Em outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em 0,08% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O resultado desacelerou em relação ao índice de setembro (0,14%) e ficou abaixo do apurado em outubro de 2018 (0,46%). Foi também a menor inflação para um mês de outubro na RMS desde 2014 (0,05%).

O IPCA de outubro na RM Salvador ficou abaixo da média nacional (0,10%). No mês, o índice foi maior no município de Campo Grande/MS (0,31%), na Grande Vitória/ES (0,29%) e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro/RJ (0,27%).

Seis das 16 áreas investigadas no país tiveram deflação em outubro. Os menores índices foram os registrados na Região Metropolitana de Curitiba/PR (-0,12%) e nos municípios de Rio Branco/AC (-0,14%) e São Luís/MA (-0,37%).

Com o resultado do mês, o IPCA na RM Salvador acumula alta de 2,40% no ano de 2019, mostrando a terceira aceleração seguida (havia ficado em 2,32% em setembro), mas ainda se mantendo abaixo do verificado no país como um todo (2,60%). A inflação acumulada neste ano na RMS segue mais baixa também do que a do mesmo período de 2018 (3,78%).

Já no acumulado nos 12 meses encerrados em outubro, a inflação na RM Salvador desacelerou, indo a 2,66% (havia ficado em 3,05% em setembro). Continua maior, porém, que a média nacional (2,54%).

A tabela a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês, acumulado no ano e nos 12 meses encerrados em outubro de 2019.

Aumentos nos gastos com habitação (0,39%) e saúde (0,49%) foram os que mais puxaram a inflação de outubro para cima na RMS

Em outubro, cinco dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA tiveram altas na Região Metropolitana de Salvador. O maior aumento ficou com os artigos de residência (1,13%), mas, por terem mais peso nas despesas das famílias, os grupos habitação (0,39%) e saúde e cuidados pessoais (0,49%) foram, nessa ordem, as maiores pressões inflacionárias do mês.

Os dois grupos apresentaram a segunda alta consecutiva e já haviam sido as principais influências no IPCA de setembro.

No aumento dos gastos com moradia, o destaque foi novamente para a energia elétrica (0,86%), seguida pela alta do aluguel (0,59%). Já no grupo saúde, a principal pressão individual veio dos planos de saúde (0,60%), mas houve influência importante também do aumento dos medicamentos em geral (produtos farmacêuticos, com 0,70%).

Entre os artigos de residência (1,13%), pesaram as altas dos aparelhos eletroeletrônicos (1,28%), sobretudo de TV, som e informática (2,28%), e de mobiliário em geral (1,57%).

Por outro lado, os alimentos tiveram, em outubro, a terceira deflação seguida (-0,24%) e foram novamente os que mais contribuíram para segurar o IPCA na Região Metropolitana de Salvador.

Mais uma vez, os produtos consumidos no próprio domicílio (-0,37%) tiveram a maior influência no sentido de conter a inflação, com destaque para os recuos em itens importantes do dia a dia, como cebola (-19,22%, maior deflação do mês e item que individualmente mais contribuiu para segurar o IPCA), batata-inglesa (-9,55%), tomate (-3,91%) e feijão-mulatinho (-7,79%).

Apesar dos recuos nos preços médios dos alimentos consumidos em casa, a refeição fora (almoço ou jantar) foi o item que, sozinho, mais puxou a inflação de outubro para cima, na Região Metropolitana de Salvador, com uma alta de 0,71%.

Os gastos com transportes também tiveram uma leve deflação média em outubro, na RM Salvador (-0,06%), puxados, sobretudo, pelos automóveis novos (-1,15%). Já a gasolina continuou em alta (0,48%) e foi uma importante pressão inflacionária no mês.

Na RM Salvador, INPC foi de 0,10% em outubro

Na Região Metropolitana de Salvador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com menores rendimentos, foi de 0,10%, em outubro. Ficou acima do 0,06% registrado em setembro, mas ainda menor que o índice de outubro de 2018 (0,44%).

O INPC de outubro na RM Salvador também ficou maior que a média nacional (0,04%).

Como resultado do mês, o índice acumulado no ano de 2019, na RMS, acelerou para 2,36% (frente a 2,27% em setembro). Ainda se mantém, porém, abaixo da média nacional (2,67%).

Já o acumulado nos 12 meses encerrados em outubro, o INPC da RM Salvador está em 2,79%, acima o índice do país como um todo (2,55%).

 Foto: reprodução

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