DHPP intensifica investigações sobre caso de tio e sobrinho mortos em Salvador

por Joberth Melo | Atualiza Bahia

As investigações sobre o duplo homicídio contra tio e sobrinho em Salvador seguem aprofundadas. Bruno Barros da Silva e Yan Barros da Silva foram mortos por traficantes após tentarem furtar quatro pacotes de carne de um supermercado, no Nordeste de Amaralina.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) realizou, na terça-feira (4), novas incursões. Os policiais estiveram no supermercado para coletar mais informações. A investigação busca entender a relação entre funcionários do estabelecimento com traficantes do local.

A delegada-geral Heloísa Campos de Brito destaca os avanços das investigações. “Estou acompanhando de perto o empenho das equipes do DHPP para elucidação desse caso. Todos os envolvidos com este crime serão responsabilizados, sejam eles quem forem, no rigor da Lei. Com as informações que estão apuradas, conseguiremos identificar e prender os autores”, afirmou.

A mãe de Yan, Elaine Silva, sabe que o filho cometeu um crime, porém pede justiça pela sua morte. “Eles condenam uma pessoa à morte? Meu filho perdeu a vida, com 19 anos, por quatro pacotes de carne”, disse ao ElPaís. Tio e sobrinho foram mortos de forma bárbara. Elaine só conseguiu reconhecer o corpo do filho por causa das roupas que ele usava. Já Bruno foi reconhecido por uma cicatriz que tinha na barriga. Os rostos dos dois ficaram desfigurados. O velório teve que ser com caixões fechados.

Racismo Estrutural: Tio e sobrinho mortos em Salvador

A polícia não foi acionada para que os dois fossem presos. Conforme a família, funcionários solicitaram o valor dos itens que seriam furtados. Bruno ligou para a amiga e solicitou R$ 700, mas ela não conseguiu em tempo hábil arrecadar o valor solicitado.

O secretário de segurança Pública, Ricardo Mandarino, se pronunciou sobre o caso. Para ele, trata-se de um racismo estrutural. “Há, nessa ação abjeta, um componente forte de racismo estrutural e ódio aos pobres. Na cabeça dessa gente torpe todo pobre e preto é bandido. É uma gente perversa, desprovida de qualquer sentimento de empatia e que demonstra claramente que o trabalho da Polícia não satisfaz, porque a polícia não mata, não pode e não deve matar. A polícia prende em flagrante, ou com ordem judicial, e entrega o infrator à justiça”.

“Se alguém se valeu de milicianos, de integrantes do crime organizado para obter o resultado infame que obteve, é co-autor do delito. Uma vez identificado, será indiciado. Esteja a sociedade certa disso’, completou Mandarino.

Atualiza Bahia

Foto: reprodução

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