Descontando no álcool? Especialista alerta os cuidados com o consumo de bebidas durante a quarentena

Foto: Pixabay

por Analú Ribeiro

Não se pode sair para os bares, mas o cronograma de lives é atualizado com sucesso. Sertanejo, samba e forró estão entre os ritmos que têm divertido as pessoas nesse momento onde ficar em casa é tarefa essencial. Mas aproveitar a programação musical, disponível na internet, tem sido sempre “de copo cheio”, fato que tem chamado a atenção de especialistas.

O mundo tem se adequado às novas formas de viver e, para interagir durante a pandemia do novo coronavírus e com o isolamento social, as pessoas têm buscado diversas formas de lazer, entre elas o consumo de bebida alcoólica. O projeto “ConVid – Pesquisa de Comportamento”, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a UFMG e a Unicamp, entrevistou, entre 24 de abril a 8 de maio, 44.062 pessoas de diferentes idades. O maior aumento (26%) no uso de bebidas alcoólicas foi observado entre as pessoas da faixa etária de 30 a 39 anos de idade, e o menor (11%), entre os idosos.

De acordo com a nutricionista Aylin Correia, do Sistema Hapvida, os impactos do consumo exagerado de bebida alcoólica para a saúde são inúmeros e é preciso estar atento a todos deles. “O álcool desidrata, prejudica funções metabólicas, além de eliminar vitaminas e minerais. Seu consumo eleva o cortisol, um hormônio que, em altas doses, causa inflamação, degrada a massa muscular, entre outros danos à saúde. O álcool, em grande quantidade e alta frequência, age como um imunossupressor”, elucida.

A especialista destaca algumas opções para aqueles que têm consumido álcool com frequência durante o isolamento, visando atenuar os efeitos negativos a partir da ingesta de outros nutrientes. “É recomendável aumentar o consumo de alimentos antinflamatórios, antioxidantes, vitaminas do complexo b, entre outros. A hidratação também não pode ser esquecida! Tente alternar a ingestão de bebida alcoólica com copos de água”, orienta. Aylin ressalta ainda a importância de manter hábitos saudáveis no que tange alimentação e a realização de exercícios físicos, especialmente para aqueles que já são portadores de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. “Manter práticas saudáveis são de grande valia tanto para nossa saúde mental como fisiológica”, conclui.

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