Conheça um pouco dos 11 candidatos baianos ao Senado

por Lucas Arraz

Além de deputados federais, estaduais, um novo governador e presidente, os baianos este ano também também vão escolher dois novos senadores neste domingo (7). Sem nenhum candidato a reeleição para a Câmara Alta, o Bahia Notícias preparou um perfil de cada postulante para ajudar quem ainda não sabe em quem votar para as duas cadeiras do Legislativo.

ADROALDO DOS SANTOS (PCO)

Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Adroaldo Oliveira dos Santos possui formação acadêmica na área de Enfermagem e Saúde Pública. Com 51 anos, o candidato do Partido da Causa Operária disputou em 2000 a prefeitura de Feira de Santana pelo PCO e em 2002 uma cadeira na Câmara dos Deputados. Não foi eleito em nenhuma das duas oportunidades.

Adroaldo dos Santos é integrante da chapa de Orlando Andrade, candidato da sua legenda ao governo do estado e declarou ser possuidor de R$ 15 mil em bens. Sua campanha custou R$ 600, doados pelo partido. O professor defende, caso chegue ao Senado, utilizar o plenário do Congresso Nacional para pautar a revolução operária.

De acordo com o postulante, seu partido não trabalha com candidaturas personificadas, por isso, não possui bandeiras e propostas além de lutar contra o que chamou de “golpe”, em referência ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.

ANGELO CORONEL (PSD)

Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo Mario Coronel de Azevedo Martins ocupou o cargo de deputado estadual pela primeira vez em 1995. Desde 2003 vem sendo reeleito, sendo o último mandato pelo PSD em 2015. Antes, foi prefeito de Coração de Maria, sua cidade natal, entre 1989 e 1992.

Como presidente da AL-BA, o engenheiro civil e empresário de 60 anos ficou conhecido por enxugar o uso de dinheiro público da Casa e instituir o corte de salário para deputados que faltarem às sessões no plenário sem justificativa. Já pela candidatura, Coronel ficou conhecido pelo imbróglio que o elevou a majoritária e excluiu Lídice da Mata (PSB) da chapa de Rui Costa (PT).

Atualmente em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, o deputado não conta com o apoio de parte do PSB por causa da disputa de vaga com Lídice e de setores do PT por conta de algumas propostas, consideradas “mais conservadoras”. Coronel tem R$ 5 milhões em bens declarados.

CELSINHO COTRIM (PRTB-Prona)

Filho do ex-vereador Celso Cotrim, Celsinho Cotrim é a aposta do candidato ao governo João Henrique (PRTB) ao Senado. Com 43 anos, foi chefe de gabinete na Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa) e exerce o mesmo cargo na reitoria da Universidade Católica de Salvador (Ucsal).

Presidente do Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), um movimento dentro do PRTB, em Salvador possui doutorado em Administração Pública. Foi candidato a deputado estadual em 2002 e 2006, mas não se elegeu.

No YouTube, Cotrim comanda há oito anos um programa de entrevistas com personalidades da política, cultura, educação, saúde, segurança, turismo, esporte e lazer. O postulante  declarou ser dono de R$285.195,79 em bens, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar de participar da coligação de Jair Bolsonaro (PSL), Cotrim se contrapõe a parte dos projetos do presidenciável.

COMANDANTE RANGEL (PSL)

Kleber Rebouças Rangel, o simplesmente Comandante Rangel – apelido que ganhou pelos anos de empresário na área da aviação – se apresenta como o candidato ao Senado de Jair Bolsonaro na Bahia. Se considerando “outsider”, o postulante iniciou sua carreira política como secretário municipal de Agricultura em Barreiras (BA).

Atuante no ramo da aviação, fundou a Aero Centro, uma montadora de aeronaves de pequeno porte, e a ABA, empresa de manutenção. Rangel defende o armamento da população como resposta para a violência, entre outras propostas de Bolsonaro. De acordo com ele, foi o próprio Jair Bolsonaro que pediu a sua candidatura ao Senado na Bahia.

Apesar de estar na chapa majoritária de João Henrique, Rangel declarou abertamente que vota em José Ronaldo (DEM) para governador da Bahia. Segundo o candidato, sua obrigação como político é apoiar quem tem condições de “vencer o PT” . Rangel declarou R$63 mil em bens ao TSE.

FABIO NOGUEIRA (PSOL)

Fabio Nogueira de Oliveira, 39 anos, é natural de Corumbá (MS) e professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), ele estuda intelectuais negros e a “mestiçagem” no Brasil.

O candidato do PSOL ao Senado disputou a Prefeitura de Salvador em 2016. Em oposição ao governo de Michel Temer (MDB), Nogueira defende a revogação da reforma trabalhista. O candidato não tem bens declarados no seu nome, de acordo com o TSE, e produziu a sua campanha com R$ 110 mil doados pela direção estadual da legenda socialista.

Na chapa majoritária do candidato ao governo Marcos Mendes (PSOL), Fábio Nogueira atraiu o apoio de setores do PSB, partido da base de Rui Costa (PT), que negam voto a Angelo Coronel.

FRANCISCO JOSÉ (Rede)

O advogado de 50 anos Francisco José dos Santos é natural de Salvador e já foi membro dos Conselhos Estaduais das Cidades e de Desenvolvimento Rural Sustentável da Bahia.

Candidato de Célia Sacramento (Rede) ao Senado, Francisco José tem atuação na área ambiental, mas como senador promete defender educação de tempo integral na rede pública da Bahia e uma polícia que use mais a inteligência do que a força.

Também empresário, Francisco José foi candidato a vereador de Salvador, em 2016, sem se eleger. Ele declarou R$184 mil em bens ao TSE.

IRMÃO LÁZARO (PSC)

Antônio Lázaro da Silva, o Irmão Lázaro, tem 52 anos e é músico, cantor e compositor gospel. Ex-integrante da banda Olodum, o deputado federal foi eleito em 2014 pelo Partido Socialista Cristão (PSC).

Pastor evangélico da Igreja Batista Lírio dos Vales, Lázaro se licenciou do cargo de parlamentar em 2016 para assumir a Secretaria Municipal de Relações Institucionais na Prefeitura de Salvador. Teve um lançamento de candidatura ao Senado turbulento ao enfrentar resistência de aliados ao seu nome que temiam a alta capacidade de conquistar votos, mas dificuldade em transferi-los para Jutahy Magalhães Jr (PSDB), companheiro de chapa.

Apesar de nacionalmente seu partido apoiar a candidatura de Álvaro Dias, Irmão Lázaro apoia Jair Bolsonaro ao Planalto e tem a defesa da família e de uma escola com ensino restrito. Está na chapa de José Ronaldo, candidato do DEM ao governo do estado e declarou ser dono de R$ 8 milhões em bens.

JAQUES WAGNER (PT)

Jaques Wagner nasceu no Rio de Janeiro, em 1951, mas construiu sua carreira política na Bahia, estado que governou de 2007 a 2014. Foi deputado federal de 1990 a 1998 e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado.

No primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2003, foi ministro do Trabalho. Em 2005, assumiu o Ministério das Relações Institucionais. Foi também ministro da Defesa do governo Dilma Rousseff (PT) e chefe da Casa Civil e do Gabinete Pessoal da Presidência da República.

Candidato de Rui Costa (PT) ao Senado, Wagner teve seu nome envolvido em investigações da Operação Cartão Vermelho, que investiga desvios de verba pública na construção da Arena Fonte Nova. O ex-governador se diz dono de um patrimônio de R$ 3 milhões, de acordo com dados do TSE.

JORGE VIANNA (MDB)

Médico de 79 anos e natural de Ilhéus, Jorge Vianna Dias da Silva foi deputado federal por três mandatos (1979-1991) e participou da Assembleia Constituinte, entre 1987 e 1988. Na Câmara, presidiu a Comissão de Agricultura e Política Rural (1985-1986).

Na medicina, atuou como legista e trabalhou no antigo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps). Também é produtor rural e candidato de João Santana (MDB).

Emedebista de carreira, Vianna já declarou não se não sentir constrangimento ao disputar eleição pelo partido de Geddel Vieira Lima (MDB), ex-ministro preso no Complexo Penitenciário da Papuda, investigado por corrupção. Declarou ser dono de R$ 950 em bens.

JUTAHY MAGALHÃES JR. (PSDB)

Aos 62 anos, Jutahy Magalhães Jr. foi quatro vezes líder nacional do PSDB e está em seu oitavo mandato como deputado federal, tendo participado da constituinte de 1988. Foi secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos e ministro do Bem-estar Social no governo do presidente Itamar Franco.

Baiano nascido em Salvador, Jutahy Jr. é advogado formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e está na chapa de José Ronaldo (DEM) ao governo do estado. Ao TSE, declarou ser  dono de R$ 5 milhões em bens.

Candidato ao Senado pela primeira vez, recebeu apoio do deputado estadual Marcelo Nilo (PSB).
MARCOS MAURÍCIO (DC)

Marcos de Oliveira Mauricio, 45 anos, é natural de Salvador (BA) e policial civil. Preside o sindicato da categoria no estado (Sindpoc-BA) há nove anos. Já foi presidente da Federação Nordestina de Policiais Civis e possui formação em direito e administração.

Pré-candidato ao governo da Bahia, desistiu de concorrer ao Palácio de Ondina e foi anunciado como candidato ao Senado na chapa de João Santana (MDB). Declarou possui R$35 mil em bens e fez sua campanha com R$ 27 mil da direção estadual do seu partido.

Entre as suas propostas, o candidato promete defender no Senado a prisão perpétua para crimes de homicídios com atos de crueldade. Para controlar a natalidade e gravidez na adolescência, se eleito, o candidato fala em propor a disponibilização de dispositivo intra uterino (DIU) para meninas entre 12 e 22 anos de idade. As informações são do Bahia Notícias

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