Com desenho mais ofensivo, Vitória abre espaços na defesa e é batido pelo CSA

O Vitória está passando por um momento de transição em seu desenho tático, e nessa hora é preciso ter cuidado para não perder o que de bom foi feito até aqui.

Com o retorno de Alisson Farias após se recuperar de lesão, o técnico Bruno Pivetti entendeu que era hora de escalar uma equipe mais agressiva, daí a opção por jogar em um 4-2-3-1. A opção mais comum do treinador era utilizar três homens no meio-campo, em um 4-3-3.

O quarteto de frente na derrota para o CSA, na última quinta-feira, foi montado assim: Marcelinho, Ewandro e Alisson Farias; Léo Ceará.

Esse é o desenho, ainda que Marcelinho se movimente por trás dos volantes e os dois pontas a todo momento busquem o jogo por dentro, gerando assim uma movimentação para tentar desestabilizar o adversário.

A ideia é compreensível: depois de aprimorar a transição da defesa para o ataque, Bruno Pivetti quer ser mais incisivo no último terço do campo. Era o que faltava para seu time deslanchar.

O problema é que o futebol atende à lógica do cobertor curto. Se você cobre o pé, vai descobrir a cabeça.

A nova formação fragilizou o meio-campo do Vitória e, por consequência, desarrumou o sistema defensivo. Tudo bem que Ronaldo tomou uma decisão equivocada no lance do gol de Paulo Sérgio, mas, antes disso, Yago desfilou por um generoso pedaço de campo ser incomodado.

Espaço e falta de combatividade. Foi fatal.

Houve outras chegadas perigosas da equipe alagoana, que não soube aproveitar.

No fim de semana, o Oeste já havia aproveitado esse buraco entre os setores do Vitória para construir o seu gol, porém, naquela ocasião, o Rubro-Negro conseguiu o empate.

O outro problema foi de ordem técnica. O Vitória fez uma partida ruim, com destaque negativo para algumas peças, entre elas Lucas Cândido, que ainda não dispõe do mesmo físico do ano passado. Natural para quem não havia jogado em 2020.

Bruno Pivetti fez a leitura correta e o substituiu por Fernando Neto, o principal responsável pela subida de produção da equipe, com sua capacidade de circular a bola com qualidade no meio-campo.

A melhora, no entanto, não foi suficiente para evitar a derrota, dando méritos também ao CSA, que fez uma ótima partida. *GE

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