Colunista Moacir Saraiva: “Suas misera, não me sujem!!”

 

Nas andadas pelas ruas e pelas estradas, algumas vezes, nos deparamos com veículos sujos e põe sujo nisso, lama e poeira tão imponentes que parecem estar se movendo pelas ruas sobre quatro pneus. Esse ser imundo chama a atenção, em alguns causa repugnância, em outros um certo desprezo, não pelo automóvel, mas pelo proprietário, pois este se mostra irresponsável com seu veículo e com o mundo. Alguns desses desprezadores tomam uma atitude, escorrem o dedo no poeiral, geralmente, no vidro traseiro, e deixam a seguinte mensagem de indignação: Me lave.

Se o sujeito despreza um objeto que ele compra, deixando-o desfigurado, o que ele será capaz de não fazer por algo que ele apenas usufrui gratuitamente?

Domingo, antevéspera de um feriado, fui à praia do Guaibim já no cair da tarde e as areias brancas não estavam carregadas de poeira e lama, tampouco estavam na brancura do seu natural, além disso, em alguns pontos da praia, não se podia ouvir o som produzido pelo marulho, nem pelo vento balançando as folhas das palmeiras.

É triste andar pelos areais da praia e vê-los cheios de elementos nocivos à saúde do mar. É triste ver o mar regurgitando alimentos maléficos às suas entranhas e a seus habitantes. É triste ter os tímpanos estuprados por sons advindos de caixas potentes, com o som alto orquestrado por celulares, ao lado de algumas mesas que margeiam o mar, nelas se encontram poucos banhistas, que sequer podem conversar entre si e, o pior, ofuscam o gostoso som advindo do mar e dos palmeirais.

A despeito da beleza do mar e da beleza da praia com palmeiras ou sem elas, a despeito do quão faz bem a brisa salgada acariciando nosso rosto levemente, a despeito da beleza dos sons que lubrificam nossos tímpanos sejam eles vindos do mar como das grandes e pequenas frondes dos palmeirais embalados pelos ventos, toda essa riqueza e beleza estão embotadas tanto no Guaibim, como nas demais praias baianas e brasileiras, isso devido à ação de alguns seres humanos cujos atos, em relação à natureza, deixam marcas negativas, certamente movidos apenas por ignorância. Pois afirmam que não poluem as praias, segundo eles, apenas uma garrafa vazia jogada na areia não é suficiente para sujar o marzão.

Esses indivíduos não têm consciência do mal que fazem e não mudam de atitude, tanto o mar como as areias, as palmeiras e o vento cravam, cada um a seu jeito, com aparelhos dilacerantes, nas vidas e na consciência desses indivíduos o seguinte: SUAS MISERA, NÃO ME SUJEM!!!!!!!

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