Colunista Joice Vancoppenolle: “Erros comuns ao beber vinho”

Caro leitor, beber vinho é, desde os tempos remotos, um hábito saudável de povos de todo o globo. Atualmente, o consumo de vinho em pequenas doses, além de ser saudável é motivo para se reunir com amigos e familiares nos momentos de descontração. Contudo, existem alguns cuidados que os neófitos devem ter ao consumir a bebida de Baco.

1. Encher demais a taça.

Não é porque algumas taças são grandes e comportam bastante líquido que devemos colocar toda a garrafa de vinho dentro delas. A taça fica pesada, a aparência fica ruim e se torna difícil apreciar o vinho. Sirva a quantidade certa da bebida, (1/4 da taça), o que permitirá girá-la com segurança, degustando o vinho com mais prazer e qualidade.

2. Segurar a taça pelo bojo.

Segure sua taça sempre pela haste, e não pelo bojo (ou fundo). A taça de vinho tem uma longa haste por essa razão. Quando você segura a taça de vinho pelo bojo (fundo), o calor de sua mão aquece o vinho, prejudicando sua temperatura de serviço.

3. Comprar um vinho por conta do rótulo.

É como comprar um livro encantado por sua linda capa. Às vezes, rótulos simples (e até pouco atrativos) estampam garrafas de vinhos maravilhosos; outras vezes, um rótulo lindo hospeda um vinho pouco interessante.

4. Tomar sempre o mesmo vinho.

Não se deve ficar preso a um tipo de vinho, ou a variedades específicas, ou ainda a somente algumas regiões. Há uma infinidade de vinhos, decorrente de diferentes regiões e castas. Boa parte do prazer que o vinho proporciona, advém de suas

infinitas possibilidades. Sempre há algo novo e interessante a explorar e desfrutar. Arrisque-se!

5. Ficar preso às regras clássicas de harmonização.

Existem algumas regras tradicionais para a harmonização entre o vinho e a comida: vinho tinto com carne vermelha e vinho branco com frutos do mar. Essas diretrizes são importantes, mas não são regras absolutas. Por isso, não devemos nos ater sempre a elas. Como dito acima, há muita alegria na busca por novos vinhos, buscando novas ocasiões para apreciar esta bebida fantástica, especialmente promovendo harmonizações que realçam as qualidades tanto do vinho como da comida. Portanto, o que mais vale é o seu paladar: se você gosta de beber tintos potentes com carnes leves, então que assim seja.

6. Beber muito rápido.

Este pecado todos nós cometemos. Por ser tão bom, às vezes nos esquecemos de dar ao vinho o tempo que ele necessita para crescer, seja na garrafa, seja na taça. Além disso, não dedicamos ao vinho o estudo que ele merece. Qual é o produtor? De onde é? O que está acontecendo com esta variedade de uva? O que eu gosto e o que eu não gosto neste vinho? O que eu estou degustando? Estas perguntas podem nos ajudar a aprender mais sobre o vinho, aproveitar mais a longo prazo e aprimorar nossos conhecimentos. Diminua a velocidade e aprenda mais sobre o vinho: não beba rápido demais.

7. Analisar o vinho no primeiro gole.

O primeiro pequeno gole de vinho que o sommelier (ou o garçom, ou você mesmo) coloca na sua taça, antes de servir os demais convidados à mesa, serve para se certificar de que a bebida está boa; por isso, espera-se que esse procedimento seja relativamente rápido. Muitas pessoas pensam que esse momento se destina a uma análise detida e demorada do vinho, uma verdadeira degustação, com comentários sobre suas qualidades. Porém, não é este o propósito do primeiro gole servido. O que se pretende é apenas saber se o vinho está adequado (ou seja, se há alguma

falha, como problemas na rolha ou outro defeito manifestamente perceptível). Uma inalação atenta e um gole rápido são suficientes para tal propósito. Não sendo notado qualquer defeito evidente, deve-se dar a aprovação a quem serve o vinho para prosseguir no serviço do restante da mesa. Então, você poderá degustar o vinho com seus convivas, demorada e profundamente, como merece um belo vinho.

“Me disseram que dá para fazer cubos de gelo com as sobras de vinho. Fiquei confusa. O que são sobras de vinho?”

Autor desconhecido

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