Colunista Joice Vancoppenolle: “Brut, Demi-sec, Prosecco…”

Há alguns dias, uma amiga me disse que gosta de beber espumantes, mas sempre fica em dúvida sobre o que significam os termos Brut, Extra-Brut, Demi-Sec, Prosecco, entre outros similares que se destacam nos rótulos dessa bebida. Pois bem leitor, vamos às explicações. Séculos atrás, quando os primeiros vinhos efervescentes foram inventados, as bebidas adocicadas estavam em alta. Era comum acrescentar açúcar ao espumante e as quantidades eram exorbitantes.

Alguns fabricantes chegavam a colocar mais de 200 gramas de açúcar por litro. O resultado era algo comparado a um refrigerante atualmente. Interessante não é? Na metade do século XIX, os britânicos se fatigaram de beber espumantes demasiado doces e solicitaram aos produtores algo mais “leve”. Como o mercado inglês era um dos principais consumidores da bebida, a solicitação logo foi aceita, e assim nasceram os “Brut”- que em francês, designa algo grosseiro, não refinado, em estado natural e no bom brasileiro, “bruto”. Ainda assim, os primeiros Brut, geralmente tinham mais de 20 gramas de açúcar por litro.

Com o tempo e apuramento do paladar dos consumidores, essas quantidades foram caindo consideravelmente, e hoje, os vinhos espumantes classificados como Brut, não podem ter mais que 12 gramas de açúcar por litro, segundo a legislação francesa. Tão logo se criou a classificação Brut, nasceram outras categorias para diferenciar o teor de açúcar. A França, por exemplo, adota as categorias Doux, Demi-Sec, Sec, Extra Dry, Brut e Extra-Brut, além do Brut Nature, em escala decrescente de concentração de açúcar.

Em nosso país, temos uma classificação muito semelhante, porém com algumas diferenças sutis na quantidade de açúcar permitida em cada uma delas. Aliás, apreciadores de vinhos efervescentes, certamente vão notar que, dependendo do país, ou mesmo do produtor, um rótulo designado Brut se mostrará mais seco ou mais doce, por exemplo, já que as quantidades podem variar ligeiramente.
O Prosecco é um espumante produzido na região de Vêneto, original da Itália. É elaborado com a uva Prosecco, daí seu nome, podendo em algumas regiões sofrer o acréscimo de algumas outras cepas, porém, sempre em percentuais baixos. Usando as mesmas uvas, existem hoje alguns outros países produzindo Proseccos. Aqui no Brasil temos a Salton que faz um produto interessante a um preço convidativo. A versão mais seca é denominada como Brut, a Dry, estranhamente, é a mais doce e, a Extra-dry, um meio termo. Os Proseccos DOC são os melhores e temos ótimos exemplares disponíveis no mercado brasileiro. Para finalizar, escolhi uma das frases do imperador francês para o Champagne:

“Nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário.” Napoleão Bonaparte

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