Bellintani revela conversas avançadas com um técnico estrangeiro e outro brasileiro

O Bahia não perdeu tempo na busca por um substituto para Roger Machado, demitido na última quarta-feira, após a derrota por 5 a 3 para o Flamengo. Em entrevista ao Globo Esporte desta quinta-feira, o presidente tricolor, Guilherme Bellintani, afirmou que possui conversas avançadas com dois treinadores. Um deles é brasileiro e o outro de fora do país.

Segundo Bellintani, o cenário mais favorável é o do técnico brasileiro. O treinador estrangeiro estaria receoso diante do quadro de saúde pública do Brasil, que já ultrapassou a marca de 120 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. O presidente tricolor negou que o profissional de fora do país seja o argentino Gabriel Heinze, ex- Vélez Sarsfield, ou o uruguaio Diego Aguirre, que já trabalhou no São Paulo, Internacional e Atlético-MG.

– Temos dois focos hoje, no momento. Um foco é um treinador brasileiro e um foco é um treinador estrangeiro. Com mais dificuldade para o estrangeiro, pelo momento do país, que tem resistência pela questão da Covid, os treinadores de fora estão resistentes. Então há uma tendência para um treinador nacional, embora nós tenhamos estudado e já conversado hoje com um treinador de fora. Ele se mostrou aberto, interessado, mas um pouco receoso, em função das circunstâncias de saúde pública no país. Mas é um processo que a gente está fazendo com calma, com velocidade, é claro. Mas que essa velocidade não significa uma escolha equivocada, já que a gente quer trazer alguém para ter uma vida um pouco longa no trabalho do clube.

Bellintani afirmou que não pode revelar o nome do técnico estrangeiro, mas destacou que é um profissional que já estava em observação.

– Não posso. É um treinador que a gente vem observando há muito tempo. A vinda dele é muito difícil, mas também temos conversas avançadas com um treinador brasileiro que também nos agrada.

Com o cargo de técnico vago, várias especulações surgiram na manhã desta quinta-feira. Nomes como o do treinador Luís Felipe Scolari foram ligados ao Tricolor, embora o experiente treinador tenha um perfil diferente em comparação com Roger Machado. Bellintani disse que o Bahia não trabalha com apenas um perfil de profissional, mas não citou nominalmente o pentacampeão mundial.

– A gente tem perfis diferentes. Não tem um perfil determinado. O mercado está muito fechado, sem muitas opções. Não há, de certa forma… O mercado de treinadores brasileiro está em migração de uma geração para outra. Enquanto uma geração mais velha, mais vencedora, está, de certa forma, saindo. Como em todo mercado, a geração mais jovem ainda não tem a bagagem de títulos e conquistas suficientes para, de certa forma, garantir um trabalho. Esse momento do mercado nos dificulta, mas, ao mesmo tempo, temos nossos focos, que a gente entende que podem atuar no Bahia neste momento com o elenco que a gente tem. Isso independe um pouco de ser um treinador mais velho, mais jovem. O que a gente busca mesmo é, diante do elenco que nós temos, um perfil de jogo. E as alternativas que nós temos no mercado. Com base nisso, a gente vai fazer nossa escolha.

Em seis jogos com Roger Machado no Brasileirão, o Bahia conquistou oito pontos. O início de competição pesou na avaliação pela demissão de Roger Machado. Atualmente, o Tricolor ocupa a 12ª colocação da tabela de classificação.

– A gente sabe que o processo de avaliação do treinador, e o Bahia tem implementado isso, é contínuo. É um ciclo. Temos evitado avaliar nos momentos mais críticos. Vou citar como exemplo o final do segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado ou a eliminação da Copa do Brasil ou a não conquista da Copa do Nordeste. Foram momentos muito difíceis, mas que acreditávamos haver uma saída, um processo de evolução possível. Nessas seis primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, chegamos à conclusão de que a evolução não estava vindo e, a partir daí, optamos pela mudança. Sempre um processo contínuo de avaliação, evitando avaliações pontuais, mas entendendo que, às vezes, a mudança é necessária – explicou o presidente tricolor.

O Bahia volta a jogar no domingo, às 16h (de Brasília), contra o Internacional, no Beira-Rio. O Tricolor vem de quatro rodadas sem triunfos, enquanto o Colorado lidera a Série A com quatro jogos de invencibilidade. *GE

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