Rubinho diz que ‘brasileiro não é devidamente reconhecido’ no esporte nacional

Alvo de críticas e memes nas redes sociais, o piloto Rubens Barrichello desabafou sobre a forma que ele é visto diante do público brasileiro. Em entrevista ao site GloboEsporte.com, Rubinho declarou que os esportistas do país não tem o reconhecimento merecido.

 

“Eu acredito que o brasileiro não é devidamente reconhecido. Não é o Rubinho, o Massa, o Senna. É o Guga, a Daiane. Já peguei as crianças fazendo chacota de um esportista na Olimpíada. Falei: “Vem cá, dá uma cambalhota pra eu ver. É difícil, né?”. É muito difícil fazer qualquer coisa sob pressão. No momento em que existe a chacota, pro humor, que alguém vai rir, não tem problema. Mas se continua, se vai por muito tempo, mostra que a gente não reconhece o que é feito. Eu acho que o Brasil ainda passa por uma reeducação linda. O Brasil é lindo, cara. A bandeira é a coisa mais linda. A gente tem nossos problemas financeiros, políticos, você fala “porra, mas que cagada, que merda”, mas não, essas dificuldades fazem do brasileiro um cara mais forte, mais aguerrido. O reconhecimento é realmente muito menor do que qualquer outra coisa. Vi hoje um comentário em que o cara, lá na Austrália, falou assim: “A lenda Barrichello vem correr no nosso país”. O cara é considerado uma lenda lá e aqui foi chacota. Não é brincadeira. Mas, no final, o que importa é se olhar no espelho, o valor que você se dá. Porque eu sei como foi custoso, como foi sofrido. O brasileiro passa muito tempo criticando o próximo sem olhar pra si próprio. Se você faz chacota, falta a você uma única coisa: me conhecer. Se me conhecesse, a brincadeira talvez cessasse. Sinto zero mágoa. Eu mesmo já brinquei com a coisa e consegui, com comerciais, mostrar que não tinha problema com aquilo e encerrei um pouco o assunto”, declarou.

 

Apesar de lidar com as brincadeiras na base do humor, Barrichello admitiu dor com a situação em alguns momentos. Entre 1993 e 2011, Rubinho soma onze vitórias e 68 pódios.

 

“Em alguns momentos, doeu. Não tenha dúvida de que machuca. Mas só foi doer quando foram brincar com meus filhos. Aí eu cessei a situação. Quer brincar, brinca com gente do seu tamanho. Se você tiver uma opinião crítica muito válida, posso falar para você que você está certo. Mas teve momento que doeu. Seria hipócrita dizer que nunca doeu. Com certeza, machucou”, disse.

 

Hoje na Stock Car, Rubinho acredita que ainda não é o tempo de parar. Ainda assim, ele já pensa no futuro com os filhos Eduardo, de 18 anos, e Fernando, de 14.

 

“No dia em que eu sentir que a velocidade está diminuindo, vou começar a traçar planos. Por enquanto, estou na Stock Car, outro dia testei um carro de rally, vou correr nos EUA. Espero ter velocidade para realizar meu grande sonho, que é Le Mans, as 24 horas, com meus dois filhos. Esse é meu sonho”, indicou.

 

Recentemente, Rubinho esteve na Bahia e teve o título de cidadão baiano aprovado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). *BN

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